Um dos designers mais proeminentes da história, Verner Panton completaria cem anos em 2026 e seu legado segue intacto e facilmente reconhecível. Dono de um espírito inovador e essência prolífica, ele criou um catálogo de obras em design como nenhum outro: cheio de cores, figuras geométricas e sensibilidade estética.
Nascido em Gamtofte, na Dinamarca, ele graduou-se em Arquitetura na Academy of Art de Copenhague. Entre 1950 e 1952, cooperou com Arne Jacobsen, um dos pais do estilo nórdico e autor de peças emblemáticas. O encontro frutífero colocou Panton dentro do mundo do design de móveis.
Ao longo das décadas seguintes, ele fez seu nome ao criar uma identidade impossível de ignorar. Foi visionário, ousado e mostrou que o décor pode refletir a complexidade visual do mundo.
Um oásis de cores expressivas
O gênero dinamarquês é comumente associado a tons naturais, por vezes frios, e um estilo voltado ao minimalismo e funcionalidade. Verner Panton, por outro lado, demonstra como o país escandinavo pode ser fonte de ideias mais arrojadas, disruptivas e cheias de tonalidades vibrantes.
Foram as cores, aliás, que fizeram de Panton uma referência no segmento arquitetônico. Com senso intuitivo de tonalidade e iluminação, ele dava às cores uma importância gigantesca, considerando-as tão centrais ao design quanto outras características, como formato e materiais.
Dessa forma, os projetos do dinamarquês transformaram os ambientes diários em experiências lúdicas, divertidas e audazes. Entre os grandes feitos, a luminária Panthella se destaca pela versatilidade: do clássico branco, ao prata metalizado, vermelho, azul e amarelo, a peça vendida pela Louis Poulsen se mantém até hoje um dos itens mais desejados por entusiastas de décor, mesmo lançada há mais de 55 anos.

Outro destaque está na linha Flowerpot, comercializada pela &Tradition. Ela tornou-se símbolo do desejo de Panton em criar objetos que inspirassem alegria, sem deixar a funcionalidade de lado. Além disso, está disponível numa vasta gama de tons vibrantes e em diferentes aplicações, como no formato pendente, candelabro, luminária de mesa e arandela, por exemplo.

Materiais não convencionais
Panton aplicou suas qualidades avant-garde também na escolha de materiais não convencionais para suas peças. Ele operava com plástico, poliuretano e espuma, e foi responsável pelo primeiro mobiliário inflável, desenvolvido com plástico transparente.
Ao contrário de seus contemporâneos, focados na manufatura artesanal, ele desenhou itens feitos de forma industrial de ponta a ponta, fato primordial na produção em larga escala.
O uso de materiais disruptivos auxiliou na obtenção de formas curvas e orgânicas, algo facilmente observável em alguns de seus desenhos mais famosos. Sendo assim, um Panton original pode ser reconhecido por suas linhas onduladas e silhuetas arrojadas.
Na prática, Verner Panton foi um dos responsáveis por revolucionar o mercado de móveis em mais de uma maneira. Na celebração dos seus cem anos, lembramos de um gênio que deixou o mundo mais colorido, ousado e provocador.









